Descrição dos personagens

JUCA PIRAMA – UM MAGO AVENTUREIRO – FELIPE REIS

O poema que deu origem ao seu nome apresentava um guerreiro indígena corajoso e condenado à morte. A mãe de Juca adorava o poema e por isso nomeou o filho a partir dele. Filho de pais atores, Juca os perdeu quando tinha pouco mais de três anos. Foi criado num Educandário Mágico sob a tutela do misterioso Simão O Mago. Quando o lugar foi atacado e destruído, Juca foi parar nas ruas, onde passou boa parte da sua juventude. Juca é um aventureiro mágico, um homem do mundo e das estradas. Bem humorado, nem sempre suas piadas emplacam. Mas ele não se importa. A vida é curta, a noite é longa e os sorrisos são artigo raro no mercado. Ele tem uma predileção por roupas escuras, maquiagem e bijuterias, o que revela também sua queda pela arte teatral e circense.

CAPITU DE MACHADO – UMA DETETIVE FEMINISTA – THAIS BARBEIRO

A origem da jovem mulher de olhos de cigana oblíqua e dissimulada foi descrita em detalhes na narrativa Dom Casmurro (1899), folhetim machista assinado por um homem pérfido e detestável. Capitu é uma mulher das grandes cidades, que pouco tempo tem para conversa fiada, idealismos tolos e segundas ou terceiras intensões. Dona de uma agência de investigação, tem predileção por crimes contra mulheres e infantes. Ela é uma detetive prática e direta, que não usa máscaras, diferente de muitos ao seu redor. Treinada nas artes da luta, é bom estar ao seu lado numa briga. Ela foi casada uma vez… e prometeu a si própria não cometer novamente esse erro.

VITÓRIA ACAUÃ – MÉDIUM INDÍGENA – PAMELA OTERO

Quando bebê, foi encontrada no meio da selva por um velho capitão e criada como sua filha. Ao crescer, conquistou o ciúme de sua irmã, conflito que resultou em uma desastrosa aparição no casamento da jovem menina, quando Vitória transmutou-se em Acauã, o pássaro maldito. Estes eventos foram narrados em Contos Amazônicos (1893), de Inglês de Souza. Depois de vagar por anos, em aventuras que envolveram um teatral Barco de Horrores e meses na Ilha da Névoa, uma enseada habitada por mulheres, foi raptada pela Ordem Positivista gaúcha para experimentos sórdidos. Foi do seu laboratório subterrâneo que foi resgatada por Bento Alves em 1896, o novo integrante do Parthenon Místico. Ela é um espírito selvagem e livre, que ouve as vozes dos ventos e as entidades do além. Seu desejo é forte e seu gênio é indomável.

BENTO ALVES – CLAUDIO BRUNO – AVENTUREIRO PROFISSIONAL

Depois da expulsão deste do Colégio Ateneu, por eventos detalhados pelo jovem Sergio em O Ateneu (Raul Pompeia, 1888), Bento Alves perdeu-se no mundo, retornando a Porto Alegre dos Amantes, onde tornou-se um aventureiro profissional e passou a integrar a sociedade secreta Parthenon Místico. Bento é um Indiana Jones Tupiniquim que usa roupas rusticas e adequadas a explorações marítimas, aéreas e terrestres. É claro que ele tem um chicote e uma pistola no cinto.

SERGIO POMPEU – PEDRO PASSARI – INVESTIGADOR DO OCULTO

Afastados por anos, Sergio Pompeu ficou surpreso quando recebeu uma carta de seu antigo amigo, Bento Alves. Atraído por seu antigo parceiro de aventuras e amores, Sergio abandonou tudo e fugiu também para a capital sulista, onde veio a integrar a mesma sociedade secreta, entre 1896 e 1897. Desde então, a dupla tem viajado pelo Brasil, sempre em busca de aventuras perigosas, artefatos antigos e amuletos mágicos, além de serem responsáveis por vários projetos sociais e educativos no sul do Brasil. Sergio é um dândi que usa anéis e roupas refinadas. Ele sempre tem um tarô no bolso.

DOUTOR BENIGNUS – UM CIENTISTA MÍSTICO – LUÍS CARLOS BAHIA

Depois das muitas aventuras vividas em Doutor Benignus (1875), romance de Augusto Emílio Zaluar, o singular cientista perdeu-se pelas matas e bosques brasileiros, sendo dado como morto em 1888. Foi encontrado por um médico e aventureiro chamado Revocato Porto Alegre e convidado a segui-lo a Porto Alegre dos Amantes, no sul do Brasil, onde, ao lado de outros heróis e companheiros de perigos e causas sociais, fundaram o Parthenon Místico em 1892. Doutor Benignus sempre tem um artefato retrofuturista para a situação certa. Seu cinto de utilidades é um emaranhado de fios, chaves, poções. É o Doctor Who do seriado. Ah… e ele tem uma queda pela cachaça Paraty e sempre tem uma garrafinha metálica no bolso interno do casaco.

FREI EUGÊNIO – UM SACERDOTE OCULTISTA – ALESSANDRO IMPERADOR

Com um mistério em seu passado, narrado por Bernardo Guimarães (1872) em O Seminarista, Eugênio é educado, atencioso e severo, especialmente com a maldade alheia. Seus lábios estão sempre dispostos a entregar pequenos sorrisos, apesar da sombra em seus olhos não esconder que suas intenções são dúbias. Ele tem o hábito de volta e meia levar o Crucifixo metálico aos lábios: trata-se de uma peça requintada e ao mesmo tempo assustadora, uma peça elaborada que também esconde segredos: no interior dela, três lâminas escondidas já levaram muitos à morte.

AURÉLIA CAMARGO – UMA SENHORA RICA – LUCIANA CARUSO

Criada por José de Alencar (1874) em Senhora, Aurélia é uma mulher de negócios prática e decidida. Implacável nos negócios, veste-se de forma elegante e sóbria. Diferente de Capitu, que fala apaixonadamente, Aurélia tem uma fala fria e séria. Por outro lado, quando as luzes se apagam e ninguém está por perto, Aurélia revela uma paixão mordaz, intensa e assassina.

HENRY McHELL – UM ENGENHEIRO POSITIVISTA – YORAM BLASCHKAUER

Engenheiro da PetroBrasilis e descendente dos donos da empresa de petróleo McHell, Henry é um homem fervoroso e irritadiço. Acostumado a ter suas ordens cumpridas e seus desejos atendidos, tem um espírito esquentado e voluntarioso. Ele acha que todas as pessoas tem um preço, que etnias diferentes das suas devem obedecer e não economiza esforços (e dinheiro) para ter suas ambições cumpridas. Como um homem rico dos seus dias, tem sempre uma carteira de rapé para dar uma fungada e um charuto fedorento, que faz questão de fumar em lugares fechados.

NIOKO TAKEDA – UMA ASSASSINA IMPLACÁVEL – BRUNA AIISO

Nioko nasceu no bairro Liberdades em São Paulo dos Transeuntes Apressados e desde muito jovem aprendeu que vinganças de sangue podem ser implacáveis e terríveis, mesmo com crianças. Depois da morte da sua família, virou criança de rua até ser adotada e transformada em Máquina de Guerra pela Ordem Positivista da República. Depois de enfrentar o grupo anarquista Parthenon Místico, se tornou sua aliada e viajou o mundo em busca de respostas e não mais disposta a servir homens pérfidos como seus antigos patrões. Há meses, foi novamente transformada em máquina de matar por uma tiara positivista que a faz seguir ordens como um autômato.

DELEGADO PATACA – UM HERÓI FRUSTRADO – ANTONIO DESTRO

Criado por Manuel Antônio de Almeida (1854), Leonardo já viveu muitas aventuras e perigos, mas com o passar do tempo foi querendo o descanso da vida pública. Há anos, numa semi-aposentadoria como delegado de Paranapiacaba das Névoas, aguarda alguma oportunidade para ter seu pretenso heroísmo colocado em prática. No fundo, é meio acovardado e só quer mesmo uma vida tranquila.

OFICIAL CRISPIM – UM EX BOTICÁRIO – PAULO BALTEIRO

O ex-boticário Crispim um dia conheceu um alienista alienado chamado Simão Bacamarte. Depois dos horrores vivenciados no hospício Casa Verde, fugiu para o interior de São Paulo para ter uma vida sossegada. Como ninguém na cidade estava interessada em seus medicamentos, optou por uma vida de caserna. Ele e Pataca formam uma dupla bem ridícula e são o alívio cômico do seriado.